Gado


“Tu ainda encaras os órgãos como uma instituição com lógica humana: hão-de esclarecer e libertar”. (Arquipélago Gulag, Aleksandr Solzhenitsyn)

“Gado”. Quando me inteirei da voga dessa palavra nos sururus políticos de internet, ri: estão a usá-la como rótulo insultuoso contra qualquer um que não odeie mortalmente o presidente Jair Bolsonaro justamente aqueles que sempre foram do PT e seus símiles o… GADO. Somados o excesso de cinismo de uns e a escassez de autoconsciência de outros, o fenômeno chega a ter lá sua graça.

Mas a comicidade da coisa logo se esvai, e o que sobrevém é o fastio pelo descaramento de quem atribui características e práticas que são inegável e inalienavelmente suas, por antigüidade e pleno exercício, aos adversários. A isso se junta aquilo a que vou chamar “a preguiça da preguiça”, isto é, o enfado de que a pessoa inteligente se vê acometida diante de um espetáculo em que os contendentes, incapazes de manter qualquer discussão intelectualmente menos vulgar, circunscrevem todo seu discurso à mesma meia-dúzia (chegará a tanto?) de termos e expressões injuriosos, fórmulas vazias e chavões, tudo repetido à exaustão,  com o fim de desqualificar os oponentes e descrever o que crêem ou fingem ser a realidade; não passam de um bando de papagaios logorréicos e ensandecidos, encerrados em uma mesma microgaiola lexical, amoldando toda a complexidade das coisas, fatos, idéias e pessoas à sua pequenez mental.

(Schiller disse sobre o idioma alemão: “é uma língua que poetiza e pensa por ti”. Hoje, aqui, são as frases feitas e os xingamentos que, reiterados indefinidamente – e sem nada poetizar – pensam por seus mensageiros…).

Dito isto, não importa se o sujeito é um fã desatilado e leniente do presidente da República, um analista justo e probo que eventualmente elogie o governo, ou qualquer outra coisa entre esses dois pontos da escala, em algum momento lá virá a turba, furibunda, a pespegar-lhe a pecha de “gado” (que, no vocabulário muito peculiar de tais ofensores, pode designar um único indivíduo).

Porém, eis que então veio o vírus – e, com ele, a ironia.

Após a criminosa campanha de desinformação e falsificações levada a cabo, ainda em janeiro!, pelo Partido Comunista Chinês e seu Ministro da Doença e Propaganda lotado na OMS, o vassalo Tedros Adhanom – com o óbvio auxílio de suas numerosas e prestimosas prostitutas na imprensa ocidental – instaurou-se o caos mundial.

Nações foram abrindo mão de sua soberania – ou, em muitos casos, do que restava dela – submetendo-se aos ditames da OMS e dos especialistas permitidos, e atendendo, voluntariamente ou não, aos interesses do regime totalitário chinês, tudo engenhado em meio a uma série de graves erros, omissões, distorções, mentiras, adulterações e crimes – práticas, aliás, nas quais uma grande parte dos órgãos de mídia e dos jornalistas tem um papel central.

“Pode-se lá dar crença a estes demônios trapaceiros? Cada sentença deles debocha-se de nós, enganosa e falaz. O nosso ouvido acolhe a palavra mendaz que vem, por sua vez, nos alquebrar a esperança. Não lutarei contigo”. (Macbeth, em peça homônima de Shakespeare, falando a Macduff).

“Bem, mas, afinal, onde está a ironia?”, perguntará o leitor tão atento quanto impaciente. A ver.

Mais estarrecedor que os numerosos e crescentes arroubos fascistóides e totalitários de diversas autoridades brasileiras, endossados e aclamados por uma classe jornalística despudoradamente iliberal que lhes serve de caixa de ressonância, é o comportamento bovino (aqui tendes!) dos que sempre portam na ponta da língua e dos dedos a expressão “gado” como enxovalho, incluídos aí sedizentes liberais, pseudoconservadores ressentidos, tucanos inconformados, políticos corruptos do centro “articulador”, demagogos da indústria do entretenimento, estafetas de poderosos na grande imprensa, aqueles a que nestas paragens se sói chamar “intelectuais”, oportunistas de toda ordem, além de uma caterva formada por parte de nossa elite sem filiação política ou ideológica pronunciada, que, à sua crônica incultura e sobeja frivolidade agrega agora uma covardia ostentosa, disfarçada de “consciência social”.

Prescindo de discutir aqui o móbil político (leia-se anti-Bolsonaro) mais comezinho dos diferentes grupos militantes citados (que não se vexariam de usar nem mesmo o advento do apocalipse para inculpar e tentar destituir o presidente, objeto inamovível de sua monomania), posto que onipresente, sendo, por essa razão, diariamente discutido por aí. Fiquemos, pois, com o resto.

Desde o início do confinamento em massa no país (após o carnaval, claro, já que o ziriguidum é sacrossanto na religião da política e do laicismo, e o coronavírus que espere ali no canto), o que se vê é que tanto os zootaxonomistas ideológicos das redes como muita gente infensa ou alheia à política acataram, sem resistência e com credulidade infantil, a determinação de autoridades estaduais e municipais (seguindo a orientação da OMS, de Tedros, o sabujo)  para que se trancafiassem em casa indefinidamente até segunda ordem, sob pena de repressão policial, sanções judiciais, perseguição estatal, além, claro, da execração pública na internet e na mídia, comandada por uma súcia que faz do farisaísmo meio de vida.

Gratos, os cativos do coronavírus aplaudiram acriticamente o fechamento do comércio e a paralisação de vastos setores da economia, com suas previsíveis e nefastas conseqüências. Dispensaram a cobrança aos mandatários por esclarecimentos minuciosos, e tampouco se importaram com a inexistência de qualquer discussão com a sociedade antes da imposição das medidas despóticas de restrição da liberdade; “é para nosso bem, eles se importam conosco”.

Sua solidariedade é bipolar: arrefece quando são lembrados de que, com o fechamento do país, milhões de pessoas poderão perder seus meios de subsistência, do que derivaria um caos social sem precedentes, mas ressurge instantaneamente, indômita (!), primeiro na forma de advertência paternal: “mas, morto [por coronavírus, sublinhe-se] não trabalha”; depois como um rosário de argumentos, números, projeções e estatísticas mal decorados do noticiário – às vezes falsos, mas sempre incompletos, e que eles não são e jamais seriam capazes de interpretar (“CI-ÊN-CIA”, arrematam, vociferando, sem ter a mais mínima idéia do que isso seja) – e, por fim, uma miríade de clichês vazios copiados da mídia e das redes sociais, que de nada servem para a compreensão da realidade e elucidação dos fatos, mas funcionam que é uma beleza para reconfortar a própria consciência e assegurar um soninho tranqüilo à noite. (Note-se, aliás, que a súbita e obsessiva preocupação com a vida alheia parte também daqueles que sempre esnobaram a carnificina diária brasileira – só ao longo do regime petista, o número aproximado de homicídios no país foi de 1 milhão – e cujo coração pulsa fremente por genocidas como Lenin, Mao, Pol-Pot, Fidel;  “Stalin matou foi pouco”, escarnecem, mas a Covid-19 não pode levar ninguém. Toda vida importa).

Por fim, os confinados agradecidos deleitam-se a cada ato de censura (inclusive contra o próprio presidente da República) das megacorporações de internet – conluiadas com órgãos da nossa ilibada imprensa, cuja função precípua nas redes sociais é a de “checar fatos” (“incômodos para seus interesses”, acrescentaria eu) – regozijam-se com o aprimoramento das ferramentas de espionagem e controle da população por parte do Estado, e chegam mesmo a vibrar com as cenas de cidadãos comuns sendo perseguidos, imobilizados, agredidos, algemados e detidos pelas forças policiais em razão do grave delito de estarem na rua. Repousam aliviados, certos de que, perdurando o estado de calamidade, não os alcançará nunca tal modo de repressão, afinal, nossos justos mandatários só endurecem contra os brutos e os rebeldes, os obedientes são poupados.

Tendo, enfim, delegado as decisões sobre sua vida a tão desinteressados benfeitores, os quarentenados obsequiosos, acomodando-se servilmente em sua clausura sob a bota estatal, romantizam a própria pusilanimidade com exibições vaidosas de um espírito supostamente altruísta e superior, vazadas na forma de humanitarismo verbal ordinário, vídeos e imagens motivacionais de Whatsapp, e em um amontoado de lugares-comuns supostamente edificantes e comoventes, macaqueados de figuras midiáticas, como expressão de grande sabedoria. Sacrificam-se pelo “bem da humanidade”, e o suplício inclui desde a dúvida mortificante sobre por que série começar a “maratonar” até o drama inefável do cardápio repetido, às vezes – ó horror! – por dois dias seguidos. (Só não se lhes sugira começar a ler os clássicos, que martírio tem limite!). Mas a agonia cessa de quando em quando, e, de corações dados (as mãos, devidamente higienizadas com algum substituto do insubstituível álcool em gel, não podem tocar as dos colegas de cativeiro), nossos heróis sentimentalistas emocionam-se na platéia de algum cantor ou tocador de violão que, seguindo a moda, vai à varanda musicar a reclusão, ou vendo “lives” (!) em que, entre uma liçãozinha de moral e outra, roqueiros megastar (esses incontestáveis modelos de comportamento) e outros luminares do pensamento – tão abundantes no showbiz – mimoseiam, generosos, diretamente dos luxuosos palacetes onde habitam, execuções canhestras de suas composições, tudo filmado com uma qualidade de som e imagem tão sofrível, que deprimiria quem quer não estivesse de antemão sob o narcótico efeito do autoengano. À falta disso, muitos se comovem com uma atrizinha qualquer da Globo, de voz falsamente embargada, falando sobre o quão nobre e responsável é o recolhimento permanente (“fique em casa”, – ordena, didática, escandindo as sílabas – exceto, claro, aqueles que devem seguir trabalhando para sustentar o confortável isolamento da artista); ou com alguma reportagem edulcorada em que pessoas comuns muito bem ensaiadas descrevem os artifícios por meio dos quais transformaram o encarceramento em idílio; ou, ainda, com as propagandas de bancos, esses que nos amam tanto! e que, por essa razão, moverão céus e terras – garante a moça de feição meiga, voz suave e tom maternal –  para que possamos fazer agora o que já fazemos há anos: operações bancárias pela internet. Ninguém solta o coração de ninguém.

Muito bem, sei, claro, que quem tiver chegado até aqui no texto pode estar pensando que sou um “negacionista”. Nego-o. Rá-rá-rá. Vejamos.

Aprendi há muito algumas coisas que, entre outros benefícios, me protegem do ludíbrio de diversos embustes: a noção da própria ignorância é condição primeira e indispensável para a aquisição de qualquer conhecimento; no estudo sério das questões complexas, nunca se pode dispensar o exame dialético; a sabedoria é fruto de vários estágios de dúvida, jamais da credulidade instantânea; a busca pelo conhecimento profundo e pelas verdades mais recônditas (ou desagradáveis) é invariavelmente árdua, e à disseminação de sua descoberta interpõem-se freqüentemente os interesses dos crápulas. Além disso, compreendi há tempos que os meios massivos de difusão de informações e idéias estão tomados por mentecaptos e corruptos; que os donos do poder não abrem mão de um pedacinho sequer dele – ao menos não sem lutar, valendo-se, inclusive, de trapaças e crimes; e, por fim, que se pode delinqüir por meio da estupidez, como ensina Eric Voegelin:

Então, quem quer que, como estúpido, num lugar da sociedade em que não poderia estar, dá ordens ou tenta instruir outros, é um estúpido criminoso; e por causa disso ele se torna um criminoso, mesmo que ele próprio não entenda assim de maneira nenhuma”. (em Hitler e os Alemães)

Já desde o começo da crise mundial deflagrada pelo vírus, ouvi tanto os opinadores e especialistas eleitos por aquele segmento da grande mídia que se avoca como portadora e emissária da verdade científica, previsivelmente unânimes, como também os demais, preteridos por tais veículos, mas igualmente dignos de atenção. Coligi os diferentes pontos de vista – eliminando, por óbvio, os achismos dos francamente estúpidos, além das burlas dos mal-intencionados – não com o fito de tomar essa ou aquela posição (obrigação imediata para os tipos compulsivamente reativos que se digladiam nas razias de internet), senão para tentar encontrar respostas satisfatórias ou caminhos de investigação referentes àquelas questões que se lhe ocorrem continuamente a toda pessoa sensata: entre o menoscabo com o alastramento do vírus e a ditadura do confinamento universal, não haverá soluções intermediárias e menos traumáticas? O tratamento dos casos mais graves só será possível por meio de internação em UTIs? E ainda: quais são as responsabilidades dos diferentes agentes (mormente as autoridades de Estado) em toda essa cadeia de acontecimentos?

Mas basta que se lhes apresentem tais dúvidas para que os enclausurados amestrados deixem por um instante seu estado de entorpecimento baboso e acionem o sinal de alerta. Diante de qualquer opinião minimamente divergente daquelas que lhes são impingidas em looping infinito pela mídia, abespinham-se. E quando são informados de algum fato que desmascara as mentiras, contrafações ou ocultamentos dos meios de comunicação “confiáveis”, fontes oficiais e especialistas permitidos, enfurecem-se, com reações que, conforme a situação e o interlocutor, vão de caretinhas arrogantes de asco ou explicações condescendentes, chegando até ataques difamatórios e perseguições coléricas (com direito a pedidos de cabeça, ou, como hoje se diz, “cancelamentos”).

Da perseguição do Partido Comunista Chinês contra médicos e jornalistas locais, com o fim de impedir que notícias sobre o vírus circulassem,  até a delinqüência da OMS, que desprezava o risco de pandemia poucas semanas antes de seu início; passando pelo erro grosseiro do Imperial College London na projeção da quantidade de vítimas por Covid-19 (cujo número foi reduzido drasticamente após correção feita pelo próprio autor); e culminando na atuação fascistóide de policiais a caçar inocentes que ousam sair à rua; (sem falar na grotesca e repugnante pantomima clorocínica protagonizada pela dupla João Dória & David Uip), são incontáveis as irresponsabilidades, adulterações, violações e crimes cometidos por autoridades e seus sequazes “pelo bem da saúde e da vida das pessoas”, tudo devidamente omitido ou distorcido pelo autoproclamado “jornalismo sério”. (Após o final do texto, deixo uma série de links para informações vitais sonegadas por Rede Globo e seus congêneres).

Porém, os encarcerados passivos, ao conhecimento e significado de tudo isso repelem. A presente amostra de totalitarismo não os demove um milímetro de sua certeza absoluta de que tudo, nada menos que tudo, é válido para evitar os males da infecção. Para não correr o risco de questionar o que quer que seja, abrigam-se em suas redomas de internet, onde, em companhia dos iguais, mutualizam-se na negação de verdades inconvenientes e das falhas do raconto que adotaram para si. Se chega a tocá-los uma centelha de dúvida, nada como uma dose de Globoquina na veia – meia-hora assistindo àqueles apresentadores de jornal, com semblante mórbido e olhar fanático, a repetir de minuto em minuto o quão essencial é o “isolamento social” (“fique em casa”, repisam todo o tempo, como se falassem a doentes mentais), já é o suficiente para apascentar o ânimo de nossos reclusos conformados e afastar deles qualquer idéia ou informação digressiva (ou “transgressiva”) que venha a perturbar sua convicção histérica. Fogem com mais pavor da dúvida que do vírus.

“Os nossos hábitos de submissão, a nossa cerviz curvada (ou quebrada) não nos permitiam que recusássemos nem que nos indignássemos com esses métodos de bandidos que querem esconder o fio à meada.

Perdemos A MEDIDA DA LIBERDADE. Não temos meios de determinar onde começa e onde acaba. Somos um povo asiático e todos os que quiserem apanham-nos, apanham-nos, apanham-nos estas intermináveis assinaturas sobre a não-divulgação. Já nem estamos seguros: temos ou não o direito de contar os acontecimentos da nossa própria vida?” (Aleksandr Solzhenitsyn, no magistral Arquipélago Gulag, ao falar sobre as “cartas de não-divulgação”, documento que os prisioneiros dos campos de concentração soviéticos eram   forçados pela NKVD a assinar, comprometendo-se a jamais divulgar os “métodos de instrução” de seus processos, que incluíam, entre outras violações, diversos métodos de tortura).

Enfim, nossos encurralados satisfeitos já tomaram sua posição irrevogável: de quatro (faça-se-lhes justiça, amiúde alternam entre a fetal e a fecal, à medida que o medo recrudesce). Enquanto isso, esperam que as autoridades, no momento muito ocupadas com sua ascensão ditatorial e experimentos totalitários, lhes restituam a liberdade à hora devida, que ninguém sabe qual é. Os insaciáveis da alfafa ideológica e os jejunos de tão indigesta ração, agora irmanados, empanturram-se, jubilosos, do capim midiático sobre a pandemia, e isso lhes basta. Entrementes, seus direitos fundamentais vão sendo um a um violados em desproporção e velocidade acintosas, ao que, aviltados, respondem alheando-se em trivialidades e diversionismos quaisquer, para não enxergar a força sórdida que os subjuga. Ocos, fúteis e fracos, trocam sua liberdade e dignidade por um simulacro grosseiro de proteção contra não-se-sabe-o-quê, sem objetar. É a covardia por opção. Gado.

Twitter: https://twitter.com/circoinaudito

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Nota:

Mais abaixo, uma minúscula amostra de notícias importantes que 1) não combinam com os desejos mórbidos dos projetinhos de fascistas da administração pública, fanáticos políticos, torcedores do vírus, sabujos, cretinos e covardes de todos os tipos, e 2) não se encaixam na história que essa escória deseja contar.

Privilegiei órgãos de mídia profissionais não por que sejam, in limine, mais confiáveis, mas, sobretudo, para que ninguém venha com a parvoíce de que se trata de “fake news” (o vocabulário exíguo dessa gente me exaure) retiradas de redes sociais, do “Zap” ou de blogs “obscuros”. Tomei o cuidado de confirmar a veracidade de cada uma delas em diferentes fontes.

Não estou referendando qualquer opinião eventualmente exposta a seguir, senão demonstrando que há muito mais elementos a serem considerados antes de se estabelecer um juízo terminante sobre o que quer que tenha a ver com a atual pandemia.

Deixei de colocar na lista links referentes às medidas autoritárias de governadores e prefeitos, os vídeos de cidadãos sendo ultrajados por policiais, a farsa repugnante da dupla Dória & Uip, as opiniões de médicos sobre os tipos de quarentena etc., pois são mais facilmente localizáveis e, mais que isso, as sentimos na pele todos os dias.

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Por que é que todos eles se lançaram assim, com uma atrelagem tão fogosa, nessa corrida, não pela verdade, mas por um NÚMERO de indivíduos interrogados e condenados? Porque, para eles, o MAIS CÔMODO era não se desviar da linha geral. Porque essas cifras significavam uma vida tranqüila, um soldo suplementar, condecorações, promoções, a ampliação e a prosperidade dos próprios órgãos. Apresentando boas cifras, podiam mandriar, aldrabar e passar boas noites de farra (o que eles faziam). Números baixos conduziriam ao seu despedimento e retrogradação, a perda da manjedoira, já que Staline não podia acreditar que num determinado bairro, cidade ou unidade militar deixassem de se encontrar, de repente, inimigos seus. (Arquipélago Gulag, Aleksandr Solzhenitsyn)

“A desinteligência não tardou a surgir; os mortos eram poucos e não bastavam para satisfazer a fome dos vivos”. (“Nova Califórnia”, em Contos Completos, Lima Barreto)

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Links:

Transmissão do vírus e tratamento da doença:

Remédio em pesquisa teria a capacidade de inibir a replicação do vírus:

https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2020/04/04/cientistas-acham-remedio-em-testes-que-mata-coronavirus-48h-apos-infeccao.htm

Entrevista com o microbiologista e médico Dr. Didier Raoul, que vem obtendo resultados extraordinários no tratamento com hidroxicloroquina em pacientes de coronavírus em Marselha:

http://cmqv.org/saiba-sobre-coronavirus-de-quem-realmente-entende/

Entrevista em francês com o Dr. Didier Raoult:

http://www.leparisien.fr/societe/didier-raoult-pour-traiter-le-covid-19-tout-le-monde-utilisera-la-chloroquine-22-03-2020-8285511.php

Pesquisa de Didier Raoul com 1061 pacientes de Covid-19 tratados com hidroxicloroquina:

http://covexit.com/professor-didier-raoult-releases-the-results-of-a-new-hydroxychloroquine-treatment-study-on-1061-patients/#.XpCQhC2tbZQ.facebook

O presidente francês Emmanuel Macron visita o Dr. Didier Raoult e sua equipe no Institut Hospitalier Universitaire, em Marselha, em 09/04/2020.

https://www.sortiraparis.com/news/in-paris/articles/213842-coronavirus-macron-meets-with-raoult-scientist-latest-study-results/lang/en

https://mobile.twitter.com/bfmtv/status/1248296209921515521

Infectologistas americanos falam sobre os avanços no uso da hidroxicloroquina em pacientes com Covid-19:

https://www.wsj.com/articles/an-update-on-the-coronavirus-treatment-11585509827

Link para um estudo de mais de 15 anos atrás sobre o uso da hidroxicloroquina no combate ao SARS:

https://drive.google.com/file/d/1tZKTVEAfFaEEkEYmO0y2_QFMIezKmqSS/view?fbclid=IwAR1lVOQ_MTUova6DiCs3kpD4OpNPrcJC5fosWv6F4f-nOZFRL4pdjrnvzB8

Quatro pacientes com coronavírus tiveram alta da UTI após tratamento com hidroxicloroquina:

https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/03/26/quatro-pacientes-de-uti-tiveram-alta-em-sp-com-uso-de-hidroxicloroquina.htm

Tratamento experimental em Israel apresenta sucesso de 100% na recuperação de pacientes internados com coronavírus.

https://jovempan.com.br/noticias/mundo/tratamento-israel-coronavirus-pacientes.html

Segundo virologista alemão, o coronavírus não é transmitido via contato com objetos:

https://www.dailymail.co.uk/news/article-8182767/Scientist-casts-doubt-coronavirus-spread.html

Dados e estatísticas referentes ao coronavírus:

Our World in Data deixa de usar números da OMS em razão de falhas de procedimento desta:

https://ourworldindata.org/covid-sources-comparison

Artigo dos professores de Medicina e infectologistas da Universidade de Standford, Eran Bendavid and Jay Bhattacharya, em que questionam o grau de letalidade do coronavírus:

https://www.wsj.com/articles/is-the-coronavirus-as-deadly-as-they-say-11585088464?fbclid=IwAR3vDS1_HBvPwh_8f01jzu74FlDrM8QRgMffu-4_PczZcGQUBF6333XRRg0

Neil Ferguson, epidemiologista do Imperial College London responsável pela projeção de meio-milhão de mortos no Reino Unido, corrige seu estudo para um número 2.500% menor (incrivelmente, em nossa mídia mainstream, utiliza-se até hoje o primeiro estudo, errôneo, como base para a estimativa de mortos por Covid-19 no Brasil!). * Parece ter havido uma nova revisão “para baixo”, mas, até o momento da publicação, não encontrei os números no site da instituição.

https://www.dailywire.com/news/epidemiologist-behind-highly-cited-coronavirus-model-admits-he-was-wrong-drastically-revises-model/?fbclid=IwAR3wuI7IzHHTb1CAvMpq7KvNT-b304qEJ8Rp2dRsszbGFgbj34LnvDO36a4

Em 17/03/2020, um estudo de Oxford afirmava que 88% das mortes atribuídas ao Covid-19 se deviam a outros fatores.

https://www.cebm.net/covid-19/global-covid-19-case-fatality-rates/

Números de mortos por Covid-19 é muito maior que o divulgado pela ditadura chinesa:

https://m.epochtimes.com.br/documentos-filtrados-revelam-52-vezes-mais-infeccoes-por-coronavirus-do-que-as-relatadas-pela-china/

Segundo fontes chinesas, o número de mortos por coronavírus em Wuahn é muito maior que o divulgado pela ditadura do país:

https://www.corriere.it/esteri/20_marzo_28/coronavirus-pile-urne-cinerarie-dubbio-wuhan-numero-caduti-b2fd95c2-7126-11ea-a7a6-80954b735fc3.shtml

Ações da ditadura chinesa:

Ai Fen, chefe do Setor de Emergências do Hospital Central de Wuhan, China, cidade-berço do coronavírus, está desaparecida desde o dia em que divulgou que fora proibida por superiores, em dezembro de 2019, de falar sobre o surgimento de um vírus, então desconhecido na região:

https://nypost.com/2020/04/01/whistleblowing-coronavirus-doctor-mysteriously-vanishes/

Perseguição da ditadura chinesa a jornalistas e cidadãos, para impedir a circulação de notícias sobre o vírus (matéria de fevereiro/20):

https://www.nytimes.com/2020/02/05/world/asia/china-coronavirus-censorship.html

Milhões de linhas de celular são canceladas subitamente na China, após disseminação mundial do coronavírus:

https://www.bloomberg.com/news/articles/2020-03-23/china-s-mobile-carriers-lose-15-million-users-as-virus-bites

Kits chineses de teste do coronavírus podem falhar em até 75% dos resultados negativos:

https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,testes-rapidos-podem-ter-ate-75-de-chance-de-erro-em-resultados-negativos-para-coronavirus,70003256701

China inunda Europa com equipamentos médicos defeituosos:

https://www.gatestoneinstitute.org/15840/china-defective-medical-equipment

https://www.bbc.com/news/world-europe-52092395

Prefeito de Wuhan reconhece que omitiu informações sobre o coronavírus

https://oglobo.globo.com/sociedade/saude/prefeito-de-wuhan-admite-ter-omitido-informacoes-sobre-coronavirus-oferece-renuncia-24213420

Outras notícias:

Economista vencedor do Nobel defende que os gastos com testes em massa de contaminação seriam a solução para evitar o colapso da economia:

https://oglobo.globo.com/economia/vencedor-do-nobel-propoe-testagem-em-massa-contra-coronavirus-mais-barato-do-que-destruir-economia-1-24335924

Em outubro de 2019, o Josh Hopkins Institute promoveu o Event 201, uma simulação de pandemia de coronavírus:

http://www.centerforhealthsecurity.org/event201/event201-resources/200117-PublicPrivatePandemicCalltoAction.pdf

http://www.centerforhealthsecurity.org/newsroom/center-news/2020-01-24-Statement-of-Clarification-Event201.html

Mais vídeos sobre o Event 201 aqui:

https://www.youtube.com/user/biosecuritycntr/videos

A atuação da OMS antes do início do alastramento do vírus: da falsa informação sobre a não-transmissibilidade do vírus entre humanos até a negação do risco de pandemia, passando pelo repúdio à medida do presidente americano Donald Trump de restringir os vôos da China para os Estados Unidos, classificada por Tedros Adhanom como “racismo”.

https://thecritic.co.uk/the-coronavirus-cover-up/

https://www.foxnews.com/world/coronavirus-china-who-chief-relationship-trouble

Bruce Aylward, diretor-geral assistente da OMS, desliga na cara da repórter ao ser perguntado sobre se Taiwan, devido à forma democrática e exitosa como vem combatendo a pandemia, não poderia ser aceita como membro da organização.

https://www.bbc.com/news/world-asia-52088167

Linha do tempo a partir da descoberta de um dos primeiros pacientes de Covid-19 na China até a instauração do lockdown no país.

https://www.axios.com/timeline-the-early-days-of-chinas-coronavirus-outbreak-and-cover-up-ee65211a-afb6-4641-97b8-353718a5faab.html

https://thehill.com/opinion/international/490258-what-did-chinas-xi-jinping-know-and-when-did-he-know-it

Epidemiologista Kurt Wittkowski não vê sentido no lockdown para achatamento da curva:

https://www.wnd.com/2020/04/epidemiologist-coronavirus-exterminated-lockdowns-lifted/

4 comentários sobre “Gado

  1. Avatar de Andrea Kfouri Pereira Gomes
    Andrea Kfouri Pereira Gomes disse:

    Formidável.
    Alto nível em todos os sentidos. Corrobora minha impressão sobre o quão medíocre e carente de pertencimento é a massa que venera o culto à ignorância simbolizado em uma infinidade de padrões de comportamentos decadentes, dentre eles o da comunicação. Destruída, limidada às frases de almanaque auto inspiradas programadas pela agenda globalista do regime, seita ou doutrina que camaradas, militantes, simpatizantes, garotos propaganda, bonecos de ventríloquo e fracos de coração manipuláveis, em troca de um afago na cabeça, uma coleira de marca ou um título de “barão socialmente correto”, se encarregaram de papagaiar e, como bem se retrataram numa dessas acusações nascidas do espelho, de robotizar.
    Obrigada pelo texto e por citar as referências. Uma pena que poucos brasileiros conseguem ler e entender o português

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    1. Avatar de Carlos Campos
      Carlos Campos disse:

      Olá, Andréia.

      Cada um deve conhecer a si mesmo (uma das mais extraordinárias lições de Sócrates), melhorar-se como ser humano e fortalecer-se (inclusive ao seu intelecto) para aí, sim, ser capaz de entender o mundo em que vive, tentar melhorá-lo na medida justa, ajudar a conservar o que nele há de bom, e ser capaz de enfrentar as forças malignas que nos querem subjugar, agora com um ímpeto poucas vezes visto.

      Agradeço muito seu comentário. Se puder, compartilhe o texto nas redes sociais.

      Um abraço!

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